quarta-feira

um nome

Quando a minha linda mãe estava prestes a «me largar», a  «me ter», a dar à luz, ainda não se sabia se iria ser menina ou menino, mas estava previsto que fosse um menino, o que não aconteceu, saiu uma menina, sem nome, uma menina que até lá era para ser um menino. O meu pai ficou radiante, era a sua princesa que tinha acabado de nascer, princesa esta que ainda não tinha nome. No momento em que nasci e a minha mãe me pegou nos seus braços, olhou para a enfermeira, uma jovem de estatura não muito elevada, com cerca de 160cm/165cm, de voz delicada e muito carinhosa, era uma jovem bastante bonita - descreve a minha mãe quando falamos deste episódio - e pergunta-lhe com aquela subtileza de quem está a tramar alguma, «Como se chama, Sr. Enfermeira?», e a enfermeira admirada, responde com alguma desconfiança «Sara, Porquê?», a minha mãe olha para o meu pai, e ambos abanam a cabeça como quem diz « Sim, é exactamente isso. É perfeito», e então passado alguns segundos, responde-lhe «Sara, como não esperávamos que nascesse uma menina, não tínhamos um nome preparado para esta coisa linda, e decidimos agora que lhe iremos chamar de Sara, tal como a enfermeira que ajudou no seu parto », a enfermeira corou e sorriu, agradeceu cerca de quatro a cinco vezes. 
e é por isso que hoje me chamam Sara

8 comentários:

Oh Coisa Linda, expressa-te à vontade (: